Zaratustra
“Amo Aqueles que não procuram atrás das estrelas uma razão para sucumbir e serem sacrificados: mas que se sacrifica à terra, para que a terra um dia se torne do além-do-homem.”
Nieztsche em ‘Assim falou Zaratustra’
“Amo Aqueles que não procuram atrás das estrelas uma razão para sucumbir e serem sacrificados: mas que se sacrifica à terra, para que a terra um dia se torne do além-do-homem.”
Nieztsche em ‘Assim falou Zaratustra’

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a representação comum do signo de aquário, o aguadeiro
Um dia, Ganimedes, o mais belo dos mortais, fez Zeus ficar de joelhos por conta da sua beleza. Zeus transforma-se em águia e o rapta. No Olimpo, a morada dos deuses, para onde é levado, toma a função de servir o vinho, o néctar, a ambrosia, aos divinos. Por isso verá Ganimedes portando ânfora, vasos ou uma taça.
Aquário é garçom dos deuses - O Aguadeiro. O zelador da água potável (em mitos mais antigos). Um dos signos do zodíaco que já nasce com função social.
Ganimedes é filho de Trós, rei de Tróia. Um príncipe, portanto. Herdeiro do trono de Tróia, assim como o seu irmão, Ilo. Mas antes que o Poder chegasse a suas mãos, Zeus é arrebatado por sua beleza e o rapta.
Para aplacar a dor atroz de Trós, Zeus oferece uma parreira de ouro e dois cavalos. O todo-poderoso Zeus, em troca de Ganimedes, faz uma oferenda ao pai do mortal mais belo. Zeus/Júpiter, assim, presta homenagem ao Rei, pai de Ganimedes.
Pelo poder de Zeus/Júpiter, o mortal mais belo torna-se um deus imortal. Ganimedes vai parar no céu. Nada mais Aquário: um ser humano chegar a habitar o panteão dos deuses do mundo por sua beleza humana.
Muitos enxergam em Ganimedes o protetor dos novos governantes e sua transição. Ganimedes como o ‘novo rei’ que presta homenagem (serve vinho) ao ‘velho rei’ que lhe presta homenagem ao torná-lo imortal.
O Aguadeiro Celeste também é visto como um deus do amor homossexual – transgressor por natureza por romper com a lógica da procriação da espécie – assim também como do amor do mais velho ao mais novo (amores hierárquicos?)
Quando a noite vem, é possível ver Ganimedes na constelação de Aquário, com sua ânfora divina, vertendo o vinho dos deuses sobre nós.
Pedro Campi, pergunta:
“Essa transgressão aquariana gera, ou melhor, pensa o progresso (nem sempre o idealizador é o realizador). O fato de haver associação com o amor homossexual me faz pensar que é um signo ou um mito onde o feminino fica em segundo plano, já que há o rompimento com a procriação natural da espécie, sendo portanto uma energia significativamente masculina, correto? Ah, qual a relação de aquário com Prometeu?”
Quando levanta os olhos para o Céu e vê o Aguadeiro derramando a água celestial sobre nós, é Ganimedes que está ali, e não Prometeu. (Prometeu é bicado pela águia - Júpiter - no Monte Cáucaso, a espera de Quirão; Ingrid Betancourt torturada pela Farc é Prometeu).
Antes de Ganimedes, os egípcios tinham lá também o seu Deus que derramava água ao encher o Rio Nilo e salvava, assim, toda a tribo da inanição. Aquário, como vimos, é o Aguadeiro que serve o ‘bem-bom’ aos deuses do Olimpo. O signo de Aquário já nasce com uma função: o de servir e o de zelar a água, o néctar dos deuses, o de servir e o de zelar a água, o néctar dos homens.

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um aguadeiro português
“Houve uma vez em que o rei dos deuses se inflamou de amor/ pelo frígio Ganimedes, e teve a idéia de transformar-se em/uma coisa que outrora tanto lhe parecera mais bela do que ser/ Júpiter: uma ave. Mas, entre todas as aves, não se dignou de/ transformar-se senão naquela capaz de portar os raios, suas armas./ Dito e feito: batendo o ar com falsas penas, raptou da estirpe de Ilo/ o jovenzinho, que até hoje lhe enche os cálices e lhe serve/ o néctar, enfurecendo Juno.” (Ovídio, Metamorfoses, Livro X)
Ganimedes e Júpiter compõem um casal no qual não há espaço para a presença feminina, a não ser a da Águia. Aliás, Juno fica uma arara com essa história toda. Por essas e outras, para os gregos, Ganimedes é um deus patrono do amor homossexual. Da homossexualidade masculina, tenho dito. Ou da amizade, entre homens, segundo Freud.
Aquário é a afirmação da pulsão masculina, entre homens, para os homens, por causa dos homens. Clube do bolinha. O feminino aqui não se cria. Afinal, Ganimedes liberta Júpiter Garanhão da obrigação da sua função procriadora. Com Ganimedes, Zeus experimenta outro amor, além da natureza, além do corpo, além da genética, muito além da ‘obrigação’ de fertilizar o mundo com o gen da divindade.
Aquário é o super-homem, o impulso civilizatório, a fecundação in vitreo, a transição política - para o bem estar da comunidade (seja lá qual for o bem que Aquário suponha ser o melhor para sua tribo) e também a relação do menino com o homem já feito (aqui está a quebra da convenção hierárquica, social, familiar que tanto se atribui a Aquário). Ganimedes é tão humano, mais tão humano, que é elevado aos Céus e ao Olimpo pelo amor e encantamento de Zeus/Júpiter. Aquário, aos olhos do todo-poderoso senhor do Olimpo, está além dos Deuses que, por sua vez, foram cunhados à imagem e semelhança dos reles temperamentais homens e mulheres demasiadamente humanos.
Associação do mito de Prometeu a Aquário? Sim, essa associação é feita. Não sei bem quem relacionou primeiro o Aguadeiro com ‘Prometeu Acorrentado’, mas creio que seja uma relação recente na literatura astrológica. Geralmente associam o impulso prometéico, de roubar o fogo dos deuses a favor dos homens, ao espírito progressista, ateu e comunitário do Aquário. Aquário kamikase.
Nildo Says:
“Ainda há outro que também é associado com Aquário de vez em quando, o de Ícaro”.
Geralmente, mitos de ‘queda do céu’, são associados a Aquário. Ícaro é um deles. O próprio mito de Urano - O Céu, é associado a Aquário. Urano viajando na sua potência fálica é castrado pela foice de Saturno, isto é, cai das alturas celestiais pra debaixo do barro do chão. Urano rege Aquário. Não poderia ser outro signo mesmo.
O Padre Adelir Ícaro deve ser de Aquário.

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Ganimedes e Zeus, estátua romana mostrando o aguadeiro Ganimedes servindo água ao todo-poderoso Zeus (in Museo del Prado, Madrid, foto: Daniela Scheifler)
É comum o dono do Olimpo ser representado na forma de águia, ave de rapina, símbolo da visão de longo alcance. Águia é o outro nome de Júpiter.
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Voltando ao Batman… Batman não é uma ave de rapina? Enxerga até no escuro. Mais um motivo para associá-lo a Júpiter.
Júpiter em Sagitário = Águia; Júpiter em Escorpião = Morcego
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p.s.: este texto compôs o meu antigo blog ‘Num Dia de Júpiter na Hora de Marte’. Aqui, o replanto. Por isso os comentários de Pedro e Nildo, leitores assíduos, vieram em forma de texto. Agradeço a troca!
O Robin, além de colorir a imagem do Batman, trouxe ao Homem-Morcego a dúvida da homossexualidade. Batman e Robin eram (são) amantes? E se são, o que você tem a ver com isso?
Ou Batman é apenas o pai substituto do menino-prodígio?
Antes do Robin, Batman é sozinho, Saturno, solitário como um lobo. Com a vinda do menino, Batman ganha a marca jupiteriana e se torna sim pai daquele que perdera os pais da mesma maneira que ele, isto é, nas mãos da crueldade de bandidos.
Júpiter, Deus do Olimpo, é pai dos homens e dos deuses. Júpiter é essencialmente paternal, por isso, no mapa fictício do Cavaleiro, penso Júpiter conjunto ao Sol em Escorpião na Casa 4 – a dos ancestrais.
Aliás, no fim do filme ‘The Dark Knight’, Júpiter é afirmado como marca da identidade do Cavaleiro das Trevas: Batman torna-se acima do bem e do mal, procurado tanto pela polícia quanto pelo Coringa. Batman é pai tanto do melhor quanto do pior de Gotham.
Mas há, além da paternidade, elemento de amor homossexual em Júpiter?
Há quem diga que Júpiter/Zeus amou Ganimedes, um menino, como nunca. O pai dos deuses transformou o belo pastor em seu ajudante, guardião da ambrosia e, por que não, em amante e confidente. E, por fim, Júpiter eleva Ganimedes, um mortal, à constelação de Aquário, o Aguadeiro. E, desde então, Aquário rege a amizade. Leia mais aqui: O rapto de Ganimedes
Curioso notar nos pais de Robin, Jerry Robinson e Bill Finger, a presença de Aquário em seus mapas. Bill tem Sol, Mercúrio, Vênus, Urano e Júpiter no signo do Aguadeiro e Robinson, a Lua – o que já é muito. Bob Kane, não tão envolvido na construção deste personagem, tem o Nodo Norte e Urano no signo do servir – e o que é o Robin senão um ajudante?
Por conta deste lado jupiteriano de Batman, aquariano de Robin, as piadas nunca cessam. Também com aqueles collants que os mesmos usavam na série televisiva dos anos 60?!
Nos anos 80, no Brasil, surgiu uma banda que propagou a idéia de que Batman e Robin constituíram o primeiro casal gay das histórias em quadrinhos. ‘Que fim levou Robin?’ era o nome da banda, hoje cult, que ajudou na trilha para compor o mundo GLS e clubber do Brasil.
Afinal, que fim levou Robin?
Christopher Noler, o diretor de ‘Batman Begins’ e ‘The Dark Knight’, deve se perguntar todo santo dia:
─ Que fim darei ao menino-prodígio?
Santa esculhambação!

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capa da Dc Comics que surge Robin, o menino-prodígio
Dick Grayson, o Robin, surgiu em abril de 1940, sob o Sol em Áries, muito provavelmente.
Robin é o Júpiter em Áries (ou seria Vênus?) do mapa de lançamento do Cavaleiro das Trevas. Jovem, atlético e ligeiro e da cor do Carneiro: vermelho.
Conta a lenda que o menino-prodígio, alegre e divertido, apenas surgiu porque o Batman era muito sombrio aos lares americanos. Lembre-se que nesta época, o nazismo, com suas capas pretas, comia solto na Europa. Robin, por pressão da DC Comics, veio para colorir o Homem-Morcego e conquistar o público infanto-juvenil americano. O herói solar Superman ia muito bem.
Quando se lê as primeiras histórias do Batman, encontramos a inocência característica daqueles tempos. Nem parece que o Homem-Morcego é um vingador noturno, melancólico e homicida. O Batman dos anos 40 não botaria medo nenhum em qualquer criancinha dos nossos tempos – muito menos no mal em forma de vigaristas. Os quadrinhos da chamada Idade de Ouro são todos muito infantis, ingênuos e imaturos. Narrativas previsíveis, argumentos fracos, soc! e pows! para tudo quanto é lado. Eram outros tempos, tempos pioneiros. Hoje o Batman e o Coringa são psicopatas sem disfarces. E o Espantalho ri dos efeitos suaves do crack.

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batman e robin no traço de Jim Aparo
No entanto, condições da época à parte, na DC Comics nº. 38, na qual é apresentado o “Sensacional personagem Robin, o Menino-Prodígio”, teremos Batman revelando o seu lado Capitão Nascimento.
A história começa assim:
“Batman, a incrível criatura da noite, finalmente toma sob sua capa protetora um aliado em sua cruel luta contra o crime. Apresentamos nesta edição um excepcional personagem, cujas fantásticas habilidades atléticas irão surpreender você… um divertido, batalhador e jovem temerário que zomba do perigo como o lendário Robin Hood, cujo nome e espírito ele adotou… Robin, o Menino-Prodígio”.
E aí vem a história.
Dick Grayson, filho de Mary e John Grayson, são trapezistas do circo Haly. Numa bela noite, na qual Bruce Wayne se encontra na platéia, os pais de Dick morrem ao tentar o triplo salto mortal. O trapézio tinha sido sabotado por capangas de Zucco.
Dick, impetuoso, quis logo tirar satisfação com o bandido, mas Batman o detém e o leva a sua casa, em seu batmóvel (que ainda não era o batmóvel). E o treina. E promete vingança, ao menino. Depois de meses de preparo, boxe, jiu-jitsu, trapézio, Batman e Robin preparam o bote e atacam Zucco. E aí surge uma característica ariana logo de cara: Robin jamais obedece o combinado e sempre o Batman tem que aparecer para salvá-lo. É o que acontece.
Batman pergunta, no fim, quando tudo já está feliz:
“Por que não esperou por mim?”
“Ah! Eu não quis perder a diversão…”, responde Robin – Áries não sabe esperar. E gosta de improvisar.
Antes do fim, durante o combate de Batman contra os assassinos dos pais de Robin, há uma morte: o chefe Zucco empurra do décimo andar (ou algo alto assim) o comparsa que o delataria. Detalhe: Zucco tira das mãos do nosso vingador o delator. (O Cavaleiro das Trevas é tão poderoso, mas tão poderoso, que é estranho que viva caindo das suas mãos inimigos que acabam no chão – é o que acontece com o químico na primeira história do Batman).
Na seqüência, Batman pega Zucco pelo coralinho e diz:
“Eu pedi para o garoto trazer a câmera só para garantir! Ele tirou uma foto de você atirando Blade! (…) Chefe Zucco, o seu destino será a cadeira elétrica!”
Batman é a favor da pena de morte.
Enquanto a continuação de Batman e cia não vem, fique com: A influência má dos signos do zodíaco
Abro a temporada de caça ao traço do Coringa.
Mande para cá (joaoacuio@gmail.com), para ser publicado, seu desenho, seu traço, seu Coringa guardado dentro da manga. Saturnália! é uma festa caracterizada pelo banquete – cada um traz um prato, um retrato, um refrigerante – como em festinha americana.
Nelson Provazi, o artista do topo da página, trouxe o primeiro quadro: o Coringa com as roupas do Batman. Genial.
Quem vai se atrever fazer o Coringa com a cara e os bigodes de Friederich Nietzsche? Ou o Coringa xavecando a Mulher-Gato?
No aguardo: joaoacuio@gmail.com
Io!
Saturnália é uma festa ao Deus da Semente – Saturno. Então, nada mais coerente, que o Io Saturnália! plante as suas, literamente. Então, participe, doe 1 Real para ser destinado a compra de sementes, adubo e conhecimento ao cultivo da terra da Chácara Diadorim, em Campo Largo, Paraná. Assim que as doações forem feitas, aqui também registrarei o uso feito e os progressos adquiridos. O registro será realizado com fotos, depoimentos e vídeo. Quem sabe na próxima primavera a gente não saboreie os frutos? Io!
Veja como, aqui: Doe uma semente
Esclarecimentos:
1. O PagSeguro é seguro. Para quem quer conhecer as garantias, aqui: www.pagseguro.com.br Garantia UOL;
2. A doação através do PagSeguro é possível ser feita através de transferência bancária, boleto bancário ou cartão de crédito;
3. Doações anônimas não são possíveis. Melhor assim, porque já imaginou doações de onde a gente nem sabe? Por conta disso, dados cadastrais são exigidos. Caso alguém queira auditorar o Io Saturnália! tenho como mostrar quem contribuiu com o jardim, com a lavoura de Diadorim. Prefiro assim: transparência.

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Jerry Robinson, pai de Robin, Mulher-Gato, Pingüim, Coringa
Outro pai de Batman e demais personagens de Gotham City, é, certamente, Jerry Robinson. Ao lado de Dick Sprang, Gardner Fox (Lucius Fox?), Robinson tornou-se um dos principais desenhistas de Batman, desde o seu início. A ele se credita a criação do Coringa e do Robin, por exemplo, junto com Bob Kane e Bill Finger, como já vimos.
Veja só o que ele diz sobre o Coringa:
“Queria um novo super-vilão. Naquela época todos eram gangsters e bandidos comuns. Eu já estava na faculdade e sabia por meio de várias leituras de mitologia que todo herói tem de ter um antagonista e eu queria que este vilão fosse memorável. Um personagem memorável, por sua vez, tem de ter contradições em sua persona. Então, como na época eu escrevia alguns textos cômicos, surgiu a i’deia de um vilão com senso de humor. O nome tinha de ser forte e Joker (piadista/Coringa) veio naturalmente e imediatamente eu associei este nome com a carta de baralho. O visual, então, foi baseado na carta de baralho clássica do Coringa: cara branca, cabelos verdes, sorridente. Os autores que me sucederam criaram uma explicação para o rosto branco (nota da redação: o Coringa teria caído em um tanque de ácido em um ataque fracassado, o que gerou uma alteração de pele). Eu, no entanto, nunca teria explicado. Permaneceria um mistério.”
Pegue a carta de baralho (não essa ao lado) e junte o Conrad Veidt, teremos o palhaço do crime. O personagem que tomou para si “The Dark Knight”. Ah, quem quer ver uma coleção de Coringas, clique na carta.
“O Coringa é muito mais interessante do que o Batman (risos). Mesmo porque um herói tem de ser sempre… um herói. Não dá para fugir muito daquilo. Já um Coringa…”, diz Robinson. (as citações são daqui: HQ COSMO )
Na elaboração de Robin, o menino-prodígio, cogitava-se de que o guri teria levado o nome do pai. Bobagem, segundo Robinson, Robin chama-se Robin por causa do Robin Hood. Será? Aliás, nada mais pueril e solar a existência de Robin Hood. Hood vive numa floresta, já o trapezista Robin foi parar na escura Gotham.
A origem do personagem Robin, então, é culpa de Jerry Robinson, além da de Billl Finger. Robin, de certa forma, descaracterizará a face absolutamente plutoniana de Batman (Plutão não tem filhos), tornando-o também jupiteriano, isto é, pai e amante do jovem Robin (assim como no mito do Aguadeiro).
Jerry Robinson nasceu dia 01 de janeiro de 1922, em Trenton, New Jersey. Horário, nem pensar. Sol, Vênus e Mercúrio em Capricórnio. Lua em Aquário, também. E Marte Noturno - Marte em Escorpião.
Jerry Robinson, atualmente, é consultor em quadrinhos da DC Comics. Prepara, para 2009, graphic novel com o Coringa.
Não vá sujar o coringa com a canastra, hein?

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Por muito tempo, a paternidade de pai de Batman foi atribuída somente a Bob Kane. Robert Kahn - para revelar a sua verdadeira identidade secreta.
Bob Kane (ou Rob´t Kane, como aparece na primeira história) pousou sempre como o único ou o principal criador de Batman. Talvez assim tenha sido porque foi Bob que convenceu os chefões da DC Comics do poder do novo personagem e, como diz algum sábio hindu, “ninguém é dono das idéias, há os que se dedicam mais a elas”. E também, por ser o desenhista, assinava sozinho as histórias.
De qualquer forma, as más línguas dizem que Bob se apropriou de um personagem que não era só seu. Hoje se sabe, por exemplo, que Bill Finger assinou o roteiro da primeira história, como também nomeou a cidade que Bruce vivia de Gotham (antes era New York City mesmo), assim como batizou o carro de batmóvel – tão importante na mitologia do morcego. Além disso, junto com Bob (?), Finger criou a Mulher-Gato, Coringa, Duas-Caras, a Batcaverna, além da idendidade Bruce Wayne e o lado detetive de Batman. O lado absolutamente Escorpião, é preciso deixar claro.

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Bill Finger, co-criador de batman
Após o trabalho de pesquisa de Martin O´Hearn, Joe Desris, Craig Delich, sabemos que Bill Finger assina, por exemplo, o roteiro de ‘Apresentando Robin, o menino-prodígio’, na DC Comics no. 38, abril de 1940. Logo depois, já na primeira temporada de Batman I (primavera de 1940) Finger escreve as histórias, ‘A lenda de Batman: que é ele e como surgiu’, ‘O Coringa’, ‘O professor Hugo e os Homens-Monstro’, ‘A Gata’ e ‘O retorno do Coringa’.
Quanto ao palhaço Coringa, Kane confessa:
“Bill Finger me mostrou uma fotografia de Conrad Veidt no filme The Man Who Laughs (O Homem que ri!). Veidt, de fato, possuía um sorriso maligno e eu aprimorei o rosto do Coringa a partir daquela fotografia” (declaração de Bob Kane para a revista Batman – Ano Um dirigida por Frank Miller e Mazzucchelli, editora Abril, Abril de 1987).

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Acima, Conrad Veidt, no cartaz do filme ‘The Man Who Laughs’ (1928), traduzido aqui como ‘O homem que ri!’
Não restam dúvidas que a letra e a visão de Finger foi decisiva para compor o universo de Batman.
Bill nasceu no dia 08/02/1914, sem horário, em Nova York City. Faleceu dia 18/01/1974.
Aquário de Sol, Vênus, Mercúrio, Júpiter e Urano. Quer mais? A inteligência, sem sombra alguma, era toda sua e era genial. Bill é um inventor. Quanto ao anonimato, imagino a mágoa do mesmo: Bill Finger tem Lua em Câncer.
Aquário é visionário, serve o mundo, pensando somente na posteridade. Câncer é profundamente ligado à história de seus próprios passos (mesmo que diga que não). E são bons contadores de história.
A Lua em Câncer de Bill também é responsável pelo personagem-mirim, Robin - o menino-prodígio. Ou seria, Robin, o filho de Bill? Por que será que Câncer sempre tem colocar alguma criança no meio? E o que será que Christopher Norlan, diretor da nova série do Batman no cinema, fará com a existência (um tanto incômoda) de Robin? Já Frank Miller soube bem dar paradeiro ao menino-prodígio.
Io!
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Se me fosse dada a oportunidade de voltar no tempo e eu tivesse que escolher um só lugar para ir, escolheria viajar até século III a.C. e conheceria a biblioteca de Alexandria, no Egito. Por quê? Ah porque ela foi a maior biblioteca do mundo antigo construída em época Ptlomaica, depois de Alexandre Magno. Imaginem todos os textos antigos ali enrolados em papiros, organizados conforme a ciência e a importância. Seria uma festa para os históricos da língua, para os literatos, para os homens de ciência e para uma curiosa como eu. Infelizmente, essa biblioteca foi destruída, não se sabe bem como, provavelmente em um incêndio entre os séculos II e IV depois de Cristo.
Mas imaginem só que, antes mesmo de construí-la, os intelectuais da época, selecionavam as obras mais importantes do mundo helenístico e descartavam aquelas que eles julgavam de menos monta. Certamente, muita coisa se perdeu em tal seleção. Uma coisa é certa: as raízes da nossa civilização estão ali, nos gregos. Depois os latinos beberam naquela fonte e se apropriaram de quase tudo, comeram, deglutiram, mastigaram não o Caetano, mas os gregos.
Agora, se me fosse dada uma segunda chance de viajar no tempo eu iria com a minha pequena , mas sempre fiel câmera fotográfica, gravar a fala e a vida dos romanos do I século a.C, em época Augustea. Já imaginaram? Teríamos registros orais e visivos de Horácio, Virgílio, Ovídio e Cicerone, todos eles antropófagos do mundo grego. Poderíamos gravar os grafites dos muros da coloridíssima Roma. Sabiam que os romanos amavam o grafite e a cor vermelha? Conheceríamos, ainda, as mulheres romanas, seus costumes, o modo como influenciavam a conturbada política do final da idade republicana. Conheceríamos o Senado! Seria uma festa para os históricos e curiosos de todas as áreas.
Outra coisa que possivelmente recuperaríamos é a fala do latim clássico que floresceu justamente à época de Augusto. Hoje, se têm poucos documentos que podem colocar um pouco de luz na fala do latim vulgar. Recuperar a fala do latim clássico, então, é ainda mais difícil.
Ahá, chegamos finalmente no cerne da questão. Como é que se pronuncia afinal de contas o Io Saturnalia? Pergunta difícil essa. Mas, vamos por partes. Em primeiro lugar devemos ter claro que a fala do latim clássico se perdeu com o passar dos dias e das noites dos tempos. Para se ter uma idéia, no latim clássico existiam 10 vogais tônicas e 10 átonas, ou seja, 10 vogais que poderiam ocupar sílabas acentuadas ou não. A diferença na duração dos sons vocálicos podia ocorrer tanto em sílaba tônica, quanto em átona. Esse timbre do latim é desconhecido pra nós.
Vogais latinas:
Ĭ Ī Ē Ĕ Ă Ā Ō Ŏ Ū Ŭ
As longas vêm acompanhas de um tracinho e as breves de um semi-círculo.
Vejam este exemplo do latim clássico: LĬBER ‘livro’ e LĪBER ‘livre’.
Alguém arrisca a pronúncia desses “is” do latim? Os latinos sabiam!Dependendo da duração desse ‘i’ se dizia uma coisa ou outra. Imaginem a confusão que uma duração mal feita poderia provocar.
Mas voltemos então ao nosso problema. O Io, num dicionário latino, vem definido assim:
ĭō:interjeição exclamativa, parte indeclinável do discurso.
Io: Viva!
1-(expressão de alegria) viva!
2-(expressão de dor) ah! oh! ai de mim!
3-(como apelativo) olá!
E como se pronuncia? Em latim clássico não temos como saber. Mas podemos analisar a transformação que se deu até as línguas vulgares e escolher uma das pronúncias.
Por exemplo: Em italiano, o i breve do latim, ou seja o Ĭ se transforma em ‘e’ fechado, como o ‘e’ de cabelo, diferente do ‘e’ de belo. E a vogal ‘o’ longa do latim, ou seja, Ō se transforma em um ‘o’ fechado, como o ‘o’ de ouro. Então, o som de ĭō no italiano seria EO.
Já no português o Ĭ do latim se transforma em em ‘i’, enquanto que Ō se transforma em um ‘o’ aberto, como em olhos. Então, este mesmo ĭō, em português vira Ió!
Vale lembrar que essas transformações, em linguística histórica, obedecem a uma série de contextos e por isso mesmo existem exceções à regra, sempre. Por exemplo:o PĬLUM latino em italiano é pélo e em português pêlo. Essa palavra se pronuncia da mesma forma nas duas línguas, com o ‘e’ fechado. Então o Ĭ nesse caso produziu um ‘e’ fechado seja no italiano como no português, contradizendo a regra.
Já a palavra latina SŌLEM produz em italiano sóle (o fechado)e em português sol (o aberto) e nesse caso confirma a transformação.
Qual das pronúncias vocês preferem? Eu fico com o português!
Ió Saturnalia!
Aviso aos navegantes: o texto ‘Televisão do Céu ou de quando o Fantástico Show da Vida se tornou uma Ode ao Dia de Todos os Mortos’ já está, todo, no ar. Aqui: Televisão do Céu, devidamente revisado. Ô cride!}
Io!